Filme – Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, o Filme

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Quem não conhece Snoopy, Charlie Brown e sua turma? Lembro que mandava cartões físicos (sim, sou da época de troca de cartas) e virtuais do Snoopy há muitos muitos anos atrás. Ou seja, Snoopy presente desde a infância. Infelizmente Snoopy parou de ser escrito em 2000 com a morte de Charles M. Schulz.

O filme começa com o primeiro dia de neve, ao qual as aulas foram canceladas. Todas as crianças vão fazer o que crianças fazem: sair para brincar. Charlie Brown tenta fazer algo que nunca deu certo, o que ocorre nesse dia também. Nesse mesmo dia, muda uma nova vizinha para a casa da frente de Charlie Brown e ele se apaixona por ela assim que a vê. E é por ela, a Garotinha Ruiva, que Charlie Brown tenta mudar para conquistá-la,  mostrando que não é o azarado que todos acreditam.

Enquanto isso, Snoopy está enfrentando seu inimigo, Barão Vermelho, para salvar a cadelinha Fifi. Mas Snoopy sempre está lá para ajudar seu dono quando necessárop, seja ensinando a dançar ou apertando a campainha da casa da Garotinha Ruiva.

Durante o filme, me peguei pensando que eu não lembro de ter assistido aos desenhos do Snoopy ou acompanhando as tirinhas, mas cenas do Snoopy dançando é um clássico e que fez surgir um sorriso no rosto ao ver.

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Livro – A grande magia – Vida criativa sem medo

A grande magia
Sinopse

Ao compartilhar histórias da própria vida, de amigos e das pessoas que sempre a inspiraram, Elizabeth Gilbert reflete sobre o que significa vida criativa. Segundo ela, ser criativo não é apenas se dedicar profissional ou exclusivamente às artes: uma vida criativa é aquela motivada pela curiorisade. Uma vida sem medo, um ato de coragem.

A partir de uma perspectiva única, “Grande Magia” nos mostra como abraçar essa curiosidade e nos entregar àquilo que mais amamos. Escrever um livro, encontrar novas formas de lidar com as partes mais difíceis do trabalho, embarcar de vez em um sonho sempre adiado ou simplesmente acrescentar paixão à vida cotidiana. Com profunda empatia e generosidade, Elizabeth Gilbert oferece poderosos insights sobre a misteriosa natureza da inspiração.
Livro
Livro de capítulos curtos repleto de histórias pessoais da Elizabeth e insights. Rápido de se ler, bom para ver as coisas de um modo diferente, mostrando que a a realidade não é simples nem fácil, apesar de parecer:
… a questão não é tanto “O que você ama fazer?”, mas sim “O que você ama fazer o suficiente para conseguir suportar os aspectos mais desagradáveis do trabalho?”…”
O tema central é a criatividade, presente em todas as áreas, mas os relatos focam basicamente na escrita em si, o que é de se esperar, já que Elizabeth conta muito sobre a própria história e pessoas ao seu redor.
“Você tem a coragem necessária? Tem coragem de trazer à tona esse trabalho? Os tesouros escondidos dentro de você estão esperando que você diga sim.”
E você tem a coragem necessária?

Ler ler ler

Desde que me entendo por gente, sempre tive um livro na mão. Lembro de ir todos os dias à biblioteca, no intervalo da aula, para devolver o livro lido e pegar outro. Sou assim até hoje: sempre estou lendo um ou dois (ou três!) livros. A tecnologia ajudou no vício em ler. Antes tinha que carregar o livro físico na mochila/bolsa, aumentando o peso e muitas vezes fazendo que desistisse. Afinal, quem carrega Moby Dick ou Game of Thrones por aí?! Hoje é possível ler no celular, tablet, computador ou em leitores próprios, que pesam poucos gramas independente do tamanho do livro. Olha que facilidade!

Essa tecnologia fez aumentar e muito a quantidade das minhas leituras. Já que o livro está sempre comigo (quem sai sem celular atualmente?), qualquer tempinho à toa é motivo para sacar o celular da bolsa e começar a ler. Então salas de espera, filas de mercado, transporte público são períodos muito mais aproveitados. Tudo isso aumentou o número de livros lidos.

Ano passado estipulei uma meta de ler 40 livros (sei que não tem a listagem dos livros lidos em 2014 e 2015, preciso resgatar do Goodreads), que foi atingido. Confesso que com uma certa dificuldade, afinal é aproximadamente finalizar um livro a cada 10 dias.

Além de aproveitar todo o tempo livre, tem que ter um pouco de disciplina também. Afinal ficar passeando pelas páginas de redes sociais, joguinhos, TV e muitas outras coisas podem diminuir o tempo disponível para ler. Então, além de aproveitar o máximo possível períodos livres durante o dia, antes de dormir também dedicava a leitura.

Como disse anteriormente, geralmente leio mais de um livro ao mesmo tempo. Sempre escolho algo que eu queira aprender mais e uma ficção. Como são temas totalmente diferentes, diminui as chances de confusão e  de misturar as histórias. O período das leituras também são diferentes: durante o dia, quando tendo a estar mais atenta, leio o tema que quero aprender; e antes de dormir, quando estou mais cansada, fico com a ficção (que não requer tanta atenção).

Não é uma regra, mas é a que mais funciona comigo. E você tem alguma técnica de leitura?

Livro – Oportunidades Disfarçadas

 

OportunidadesDisfarcadas

 

“Em momentos de dificuldade, a imaginação é mais importante do que o conhecimento.”

Albert Einstein

Um dos livros que li durante o mês de março foi o livro Oportunidades Disfarçadas, de Carlos Domingos. O livro narra diversas histórias de surgimento e/ou superação de empresas, tanto nacionais quanto internacionais, dos mais diversos setores (exemplo: Avon, Natura, O Boticário, McDonalds, TAM, Hãagen Dazs, Toyota, Sony, Casas Bahia, Honda, Victorinox). O livro é dividido em tipos de dificuldade, que também pode ser visto como oportunidades, e atitude das empresas perante o cenário da época.

Fica claro perceber que o sucesso depende da persistência, em pensar fora da caixa e muitas vezes com uma dose de sorte. O livro foca em contar somente o caso específico que houve uma oportunidade/dificuldade e o resultado, não relatando toda trajetória de cada empresa (senão o livro ficaria imenso e maçante). Como são empresas super conhecidas, não acaba sendo um problema e ainda proporciona fatos interessantes (por exemplo, não sabia que o lucro do McDonalds não provém do ramo alimentício)

É uma leitura rápida, proporciona uma visão do mundo empresarial e pode trazer insights de ações para sua própria vida.

 

 

 

Descobrindo sobre mim mesma

Faz tanto tempo que não escrevo, mas tanto tempo, que até tinha esquecido que eu tinha dois blogs. Eu sempre lembrei desse, que foi o primeiro (acho) que eu fiz e que levei a sério (!) por um tempo. O outro durou nem dois meses e ainda possui post repetido com esse.

Fiquei tentando lembrar o que passava pela minha cabeça quando fiz o primeiro e o segundo blog. Até hoje gosto do nome desse, tem um certo ar de mistério. rs. Já o outro, não me apetece tanto assim hoje.Poderia migrar os posts de lá para cá, mas não vejo necessidade e também não teria nenhum impacto para esse blog.

Ainda não sei se vou voltar a escrever com  frequência. Se os temas (filme, livros e músicas) dos últimos posts serão os que continuarão a ser preponderantes, também é um mistério. Pelo menos essa preferência ainda não mudou. Ainda incluiria podcasts na lista, que sempre que eu posso, escuto. Até mais que música.

Vamos ver no que vai dar.

Volta para 2007

Esse fim de semana foi como se eu estivesse em 2007. Quase como se estivesse em Botucatu com a turma da faculdade. E posso afirmar que passados cinco anos, o pessoal não mudou. Amizade verdadeira realmente não tem tempo que acabe. Alguns eu consegui reencontrar nesse ínterim, mas teve gente que realmente eu não tive mais contato. Foi só por Facebook e olha lá. Para quem não sabe eu fiz duas faculdades: Zootecnia e Ciência da Computação. E antes que me perguntem: eu não me arrependo de ter feito Zootecnia. Eu aprendi muito, muito mesmo. Seja pelo lado acadêmico, quanto pessoalmente falando. Lá tive aprendizados que levarei para o resto da vida. E amigos, amigos verdadeiros.

Foram cinco anos de convívio com pessoas que se tornaram a minha família. Que eram a minha companhia, afinal ninguém tinha pai, mãe, amigos ou namorado por perto. Apesar de ótimos cinco anos, terminei a faculdade e voltei para São Paulo. Deixei para trás um mestrado, mas não me arrependo da minha decisão. Cinco anos se passaram, muita coisa mudou. Mas percebi que nada mudou também. O que éramos há cinco anos atrás, ainda é. E na madrugada de sábado, a beira da praia, surgiu um papo filosófico de construir uma cápsula do tempo para ser aberta daqui a vinte anos. Onde estaremos daqui a vinte anos, quais conquistas, fracassos teremos enfretados até lá.

Apesar de estar com sono no momento, a conversa me marcou. Em entrevistas de emprego é comum perguntarem onde a pessoa se enxerga daqui a três ou cinco anos. Em cinco anos muita coisa pode mudar, assim como já mudou nos meus últimos cinco anos. Voltei para São Paulo, comecei uma nova faculdade, trabalhei com algumas linguagens de programação (Progress, Cobol, Assembler) e agora estou numa multinacional. Se me falassem no dia da formatura da Zootecnia, acho que não acreditaria onde estaria hoje.

E agora fico pensando como será o mundo em 2032, quais passos que terei dado até lá, o que terei feito, o que terei me arrependido. Quem sabe eu faça uma listinha para ser relida em 2032. Apesar da correria do dia a dia impeça encontros mais frequentes, espero que um novo reencontro não demore novamente cinco anos para ocorrer novamente.

Fuga do campo 14

Tenso. Muito tenso. Essa é a melhor definição durante toda a leitura desse livro. Não é possível ler esse livro sem ficar tenso. Um trecho do livro reflete bem os sentimentos que tive durante a leitura:

“Naquela noite, seus ouvintes contorceram-se em seus bancos, os semblantes revelando desconforto, asco, raiva e choque

Ps: Tentei ao máximo não contar detalhes da história, mas para pessoas mais sensíveis pode conter spoilers.

O livro relata a história de Shin In Geun, uma pessoa que fugiu do Campo 14, campo de concentração, da Coréia do Norte. O campo 14 é mais mais um dos diversos campos de concentração existentes na Coréia do Norte para inimigos políticos e com reputação de ser o mais duro de todos devido as condições de trabalho brutais. Já foi mapeada a existência de pelo menos seis campos, sendo que o maior deles possui uma extensão maior que a cidade de Los Angeles.

Muitos desses campos estão os prisioneiros chamados de irredimíveis, onde são forçados a trabalhar até a morte. O campo do livro em questão, Campo 14, é um deles e abriga cerca de 15 mil prisioneiros. Sendo que muitos deles nasceram lá e desconhecem o mundo exterior. E  muitos morrerão lá dentro também.

Shin é um desses prisioneiros. Nascido e criado no Campo 14. Seu crime é ter o sangue maculado pelos supostos crimes cometidos pelo irmão do seu pai. Não é necessário ter uma acusação, julgamento ou recurso. E tudo ocorre em sigilo. Pela regras do país é necessário punir pelo menos 3 gerações dos culpados para poder limpar o sangue.

As regras nesses locais é totalmente diferente do que temos conhecimento. Não existe relações familiares. Para Shin, sua mãe é alguém que competia pela comida. Seu pai é uma pessoa estranha e ele mal conhecia o próprio irmão. Não tinha amigos nem pessoas em quem confiar. Sem palavras de afeto ou demonstrações de carinho. Sem felicidade. Sem sonhos.

Um país cujo slogan “Vamos fazer duas refeições por dia” para aqueles que possuem liberdade, é possível imaginar como é a vida desses prisioneiros políticos. Ou melhor, não é. Relatos de pessoas mortas devido ao “roubo” de 5 grãos de milho a pauladas é considerado comum nesses campos. Pessoas morrendo de fome, crianças torturadas, forçadas a trabalho árduo. Pessoas sendo tratadas piores que animais. Estima-se que duzentos mil prisioneiros vivendo dessa maneira.

Shin fugiu em janeiro de 2005. Antes disso nenhuma pessoa nascida em campo de prisioneiro político da Coréia do Norte havia conseguido fugir. E pelo que se sabe, ele continua a ser o único. Tinha 23 anos e nenhuma pessoa conhecida no mundo exterior. Diversos fatores contribuíram para que ele tivesse sucesso nessa empreitada. Mas pela sua história, pode-se dizer que sorte não é uma delas.

As dificuldades não acabaram quando ele conseguiu fugir do Campo 14. Era necessário fugir do país para não correr o risco de ser levado de volta. E então se adaptar ao mundo exterior, tão diferente mundo que vivia. Conviver com outras pessoas, confiar, tantos outros conceitos e emoções que lhe eram proibidas. Lidar com o passado, as emoções, os sonhos, os pesadelos. Para Shin, ainda não acabou.