Quem quer ser um milionário

Slumdog Millionaire

O último filme que assisti foi o ganhador do Oscar “Quem quer ser um milionário” (Slumdog Millionaire). Muitos filmes que ganharam o Oscar não me apeteceram, mas esse eu gostei. O ritmo, música, a história são muito legais. E talvez a identificação seja mais do que apenas isso.

Slumdog Millionaire1

Sllumdog Millionaire 2

Achei uma resenha do filme bem interessante:

Tudo no vencedor do Oscar “Quem quer ser um milionário” é bom: argumento, roteiro, edição, direção, atores. Mas que não fique nenhuma dúvida: é um jeito original de contar uma história de amor.

Para o espectador brasileiro, que pela novela da Globo vem se familiarizando com a Índia, o que mais deveria chamar a atenção são as semelhanças com o Brasil.

A pobreza e a desigualdade não chegam a nos surpreender, certo? A exploração de crianças pobres por grandes grupos, a violência, as drogas, tudo isso nós aqui sabemos bem como funciona. A discriminação com o favelado – palavra que está o título original, Slumdog milionaire – também conhecemos.

Noves fora a história de amor e as desigualdades da Índia, o que há de melhor no filme?

O seu argumento central: aquilo que a vida ensinou ao protagonista, Jamil, foi mais valioso do que tudo que estava nos livros.

É com uma acusação – como pode um simples favelado acertar todas as respostas? – que o filme começa. Jamil está prestes a vencer o grande prêmio e é preso, acusado de fraude.

Aos poucos, ele vai contando para a polícia como adquiriu toda aquela sabedoria que o levou até a rodada final do programa. E para chegar até ali ele teve que aprender, inclusive, a desconfiar das pessoas, na cena em que o apresentador do programa tenta enganá-lo.

Favelados não são homens de letras capazes de saber, tanto que diante da pergunta sobre o livro de Alexandre Dumas, Jamil afirma que não sabe nem ler e arranca gargalhadas do apresentador.

Favelados são facilmente manipuláveis, são fraudadores, são ladrões, ou são ingênuos demais a ponto de fazer o que o apresentador do programa está mandando. Favelados não vencem.

“Quem quer ser um milionário” oferece, assim, dois finais felizes de uma vez só, e vende duas ilusões: a da história de amor, que sustenta a bilheteria e o sucesso do filme, a da superação de Jamil da condição de slumdog, que tem tudo para agradar ao espectador brasileiro.

Texto retirado do Blog de Carla Rodrigues.

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Autor: Fernanda

Zootecnista e Cientista da Computação. Precisa dizer algo mais, além de ter certeza que não deve ser normal?

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