Volta para 2007

Esse fim de semana foi como se eu estivesse em 2007. Quase como se estivesse em Botucatu com a turma da faculdade. E posso afirmar que passados cinco anos, o pessoal não mudou. Amizade verdadeira realmente não tem tempo que acabe. Alguns eu consegui reencontrar nesse ínterim, mas teve gente que realmente eu não tive mais contato. Foi só por Facebook e olha lá. Para quem não sabe eu fiz duas faculdades: Zootecnia e Ciência da Computação. E antes que me perguntem: eu não me arrependo de ter feito Zootecnia. Eu aprendi muito, muito mesmo. Seja pelo lado acadêmico, quanto pessoalmente falando. Lá tive aprendizados que levarei para o resto da vida. E amigos, amigos verdadeiros.

Foram cinco anos de convívio com pessoas que se tornaram a minha família. Que eram a minha companhia, afinal ninguém tinha pai, mãe, amigos ou namorado por perto. Apesar de ótimos cinco anos, terminei a faculdade e voltei para São Paulo. Deixei para trás um mestrado, mas não me arrependo da minha decisão. Cinco anos se passaram, muita coisa mudou. Mas percebi que nada mudou também. O que éramos há cinco anos atrás, ainda é. E na madrugada de sábado, a beira da praia, surgiu um papo filosófico de construir uma cápsula do tempo para ser aberta daqui a vinte anos. Onde estaremos daqui a vinte anos, quais conquistas, fracassos teremos enfretados até lá.

Apesar de estar com sono no momento, a conversa me marcou. Em entrevistas de emprego é comum perguntarem onde a pessoa se enxerga daqui a três ou cinco anos. Em cinco anos muita coisa pode mudar, assim como já mudou nos meus últimos cinco anos. Voltei para São Paulo, comecei uma nova faculdade, trabalhei com algumas linguagens de programação (Progress, Cobol, Assembler) e agora estou numa multinacional. Se me falassem no dia da formatura da Zootecnia, acho que não acreditaria onde estaria hoje.

E agora fico pensando como será o mundo em 2032, quais passos que terei dado até lá, o que terei feito, o que terei me arrependido. Quem sabe eu faça uma listinha para ser relida em 2032. Apesar da correria do dia a dia impeça encontros mais frequentes, espero que um novo reencontro não demore novamente cinco anos para ocorrer novamente.

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Autor: Fernanda

Zootecnista e Cientista da Computação. Precisa dizer algo mais, além de ter certeza que não deve ser normal?

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