Livro – A grande magia – Vida criativa sem medo

A grande magia
Sinopse

Ao compartilhar histórias da própria vida, de amigos e das pessoas que sempre a inspiraram, Elizabeth Gilbert reflete sobre o que significa vida criativa. Segundo ela, ser criativo não é apenas se dedicar profissional ou exclusivamente às artes: uma vida criativa é aquela motivada pela curiorisade. Uma vida sem medo, um ato de coragem.

A partir de uma perspectiva única, “Grande Magia” nos mostra como abraçar essa curiosidade e nos entregar àquilo que mais amamos. Escrever um livro, encontrar novas formas de lidar com as partes mais difíceis do trabalho, embarcar de vez em um sonho sempre adiado ou simplesmente acrescentar paixão à vida cotidiana. Com profunda empatia e generosidade, Elizabeth Gilbert oferece poderosos insights sobre a misteriosa natureza da inspiração.
Livro
Livro de capítulos curtos repleto de histórias pessoais da Elizabeth e insights. Rápido de se ler, bom para ver as coisas de um modo diferente, mostrando que a a realidade não é simples nem fácil, apesar de parecer:
… a questão não é tanto “O que você ama fazer?”, mas sim “O que você ama fazer o suficiente para conseguir suportar os aspectos mais desagradáveis do trabalho?”…”
O tema central é a criatividade, presente em todas as áreas, mas os relatos focam basicamente na escrita em si, o que é de se esperar, já que Elizabeth conta muito sobre a própria história e pessoas ao seu redor.
“Você tem a coragem necessária? Tem coragem de trazer à tona esse trabalho? Os tesouros escondidos dentro de você estão esperando que você diga sim.”
E você tem a coragem necessária?
Anúncios

Fuga do campo 14

Tenso. Muito tenso. Essa é a melhor definição durante toda a leitura desse livro. Não é possível ler esse livro sem ficar tenso. Um trecho do livro reflete bem os sentimentos que tive durante a leitura:

“Naquela noite, seus ouvintes contorceram-se em seus bancos, os semblantes revelando desconforto, asco, raiva e choque

Ps: Tentei ao máximo não contar detalhes da história, mas para pessoas mais sensíveis pode conter spoilers.

O livro relata a história de Shin In Geun, uma pessoa que fugiu do Campo 14, campo de concentração, da Coréia do Norte. O campo 14 é mais mais um dos diversos campos de concentração existentes na Coréia do Norte para inimigos políticos e com reputação de ser o mais duro de todos devido as condições de trabalho brutais. Já foi mapeada a existência de pelo menos seis campos, sendo que o maior deles possui uma extensão maior que a cidade de Los Angeles.

Muitos desses campos estão os prisioneiros chamados de irredimíveis, onde são forçados a trabalhar até a morte. O campo do livro em questão, Campo 14, é um deles e abriga cerca de 15 mil prisioneiros. Sendo que muitos deles nasceram lá e desconhecem o mundo exterior. E  muitos morrerão lá dentro também.

Shin é um desses prisioneiros. Nascido e criado no Campo 14. Seu crime é ter o sangue maculado pelos supostos crimes cometidos pelo irmão do seu pai. Não é necessário ter uma acusação, julgamento ou recurso. E tudo ocorre em sigilo. Pela regras do país é necessário punir pelo menos 3 gerações dos culpados para poder limpar o sangue.

As regras nesses locais é totalmente diferente do que temos conhecimento. Não existe relações familiares. Para Shin, sua mãe é alguém que competia pela comida. Seu pai é uma pessoa estranha e ele mal conhecia o próprio irmão. Não tinha amigos nem pessoas em quem confiar. Sem palavras de afeto ou demonstrações de carinho. Sem felicidade. Sem sonhos.

Um país cujo slogan “Vamos fazer duas refeições por dia” para aqueles que possuem liberdade, é possível imaginar como é a vida desses prisioneiros políticos. Ou melhor, não é. Relatos de pessoas mortas devido ao “roubo” de 5 grãos de milho a pauladas é considerado comum nesses campos. Pessoas morrendo de fome, crianças torturadas, forçadas a trabalho árduo. Pessoas sendo tratadas piores que animais. Estima-se que duzentos mil prisioneiros vivendo dessa maneira.

Shin fugiu em janeiro de 2005. Antes disso nenhuma pessoa nascida em campo de prisioneiro político da Coréia do Norte havia conseguido fugir. E pelo que se sabe, ele continua a ser o único. Tinha 23 anos e nenhuma pessoa conhecida no mundo exterior. Diversos fatores contribuíram para que ele tivesse sucesso nessa empreitada. Mas pela sua história, pode-se dizer que sorte não é uma delas.

As dificuldades não acabaram quando ele conseguiu fugir do Campo 14. Era necessário fugir do país para não correr o risco de ser levado de volta. E então se adaptar ao mundo exterior, tão diferente mundo que vivia. Conviver com outras pessoas, confiar, tantos outros conceitos e emoções que lhe eram proibidas. Lidar com o passado, as emoções, os sonhos, os pesadelos. Para Shin, ainda não acabou.

Livros que viraram filmes

Acabei de ler Julie e Julia, um livro que já virou filme. Um livro  bom, apesar de ter muitos nomes (em francês) de receitas ao qual não tenho a mínima idéia do que se trata. Adorei a atuação da Meryl Streep, principalmente a vozinha afetada dela. E até acho que ela deveria ter ganho o Oscar em vez da Sandra Bullock.  Ler esse livro me fez pensar em todos os livros que viraram filmes e tentei fazer uma lista com os filmes que originaram de filmes e que eu tenha assistido o filme e lido o livro. Os filmes/livros que lembrei foram:

Alguns títulos de filmes originados de livros

– O Cliente

– Ensaio sobre a cegueira

– Série Harry Potter

– Senhor dos anéis

– Série Crepúsculo

– O menino do pijama listrado

– Crônicas de Nárnia

– O Silêncio dos inocentes

– As brumas de Avalon

– O colecionador de ossos

– O código da Vinci

– Marley & eu

– Carandiru

– O caçador de pipas

– Julie & Julia

Sei que existem outros tantos de filmes que foram baseados em livros, como O paciente inglês, A lista de Schindler, entre tantos outros. Mas mesmo que tenha assistido o filme, eu não li o livro e por isso ficaram fora da lista. E eu devo ter esquecido vários outros títulos ao qual eu tenha lido e assistido o livro e filme, respectivamente, já que a minha memória não é das melhores.

Fora isso, acredito que a maioria dos filmes seja baseado em algum livro ou pelo menos utilize referências de livros. Afinal, criar enredos deve ser muito parecido “Nada se cria, tudo se modifica”, como é em programação (minha ex-área de atuação).  Agora estou esperando estrear o filme “Comer, rezar e amar”. Li o livro e gostei bastante. Vamos ver como a Julia Roberts se sai no filme!

Livro – O símbolo perdido

Último livro de Dan Brown trata de uma aventura com Robert Langdon (novamente). Se você leu um livro, é provável que já tenha lido todos. Não estou falando que as histórias são ruins, muito pelo contrário, gostei bastante de O Código da Vinci. Mas em todas as histórias, o enredo é basicamente o mesmo: Langdon sempre acaba no meio de um problema e ele tem que resolver, caso contrário algo muito sério vai acontecer.


O professor Langdon deve ser um cara que entende muito de simbologia, mas muito mesmo. Sei que ele é professor, mas o bichinho manja de tudo quanto é assunto relacionado a essa área. Além de ter uma memória incrível (ele chega a citar que possui memória fotográfica, mas mesmo assim fico abestada com o tanto de coisa que sai da cabeça dele). E é lógico que na história sempre tem uma mulher bonita que ele acaba salvando, mas que em nenhum momento fala se ele tem algum envolvomento a mais com alguma delas.

Não sei se estou enjoando dos livros do Dan Brown (acredito que tenha lido todos), mas achei esse o mais fraquinho. Não teve aquela coisa de querer saber logo o final como eu fiz com outros livros. Não grudei no livro, ficando acordada até tarde, lendo no fretado para chegar logo no fim. Eu aproveitava as horas que dava para ler, não criava essas horas como já fiz outras vezes..rs

Esse livro trata de um assunto bastante obscuro para mim, toda a história é em relação a maçonaria. Eu já ouvi falar de maçonaria antes pela minha amiga cujo pai é maçom. Além disso, quando fazia faculdade no interior, havia um boato de um grupo que se encontrava em um local meio estranho e eles eram maçons.

E era só isso, nada demais. Só sabia que não aceitava mulheres e ponto. Não sabia o objetivo nem nada. Descobri bastante coisa em relação a isso com o livro, o problema é saber se muito que ele escreveu é realmente real.

Distinguir o que é realidade do que não é.
Isso é algo que sempre achei complicado nos livros do Brown, afinal ele te dá todo um embasamento sobre os fatos. E como os livros tratam bastante de religião e eu não sou uma pessoa religiosa, fica ainda mais complicado.

Como eu não leio os livros para aprender religião e sim como uma forma de entretenimento, isso não é algo que me incomode. Aprendo algo (pois deve ter bastante coisa no enredo que deve ser verdade) e passa o tempo.

E esse é o objetivo da leitura para mim.

Livro: O Lobo de Wall Street

Livro - O lobo de Wall Street

Auto-biografia que trata da trajetória de Jordan Belfort, um milionário que fez sua riqueza utilizando brechas na legislação. Ele relata a sua história de ascensão recheada de mulheres, drogas e dinheiro até sua queda com overdose e prisão.

Muitas vezes parece que é tudo ficção, que milhões não pode ser ganho tão facilmente e gastos mais facilmente ainda. Além do lado financeiro, também é narrado a história com a família, sua origem e seu relacionamento com mulheres e seus filhos.

Belfort é uma pessoa inteligente pra caramba que consegue ver, desde pequeno, mais longe. Ele conseguia ver as consequências de suas ações e por isso conseguiu chegar onde chegou. Ele era um corretor de ações que conseguiu virar dono de uma corretora. Era um ótimo orador que conseguia fazer com que seus corretores e clientes o seguissem cegamente, além de manipular preços das ações. Acredito que a persuasão somada a sua inteligência foram fatores primordiais para que ele chegasse onde chegou.

Um livro bastante interessante, mas que em algumas páginas é difícil acreditar que tudo aquilo acontece de verdade no mundo. Esse livro não vai ensinar ninguém a investir e muito menos a como burlar a legilação, então não pense em ler para ganhar dinheiro fácil.